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Alfinetado pelos críticos, autor vira trunfo para salvar tardes da Globo

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Apesar da guerra declarada entre a crítica especializada e Walcyr Carrasco, o autor se firma como maior tábua de salvação da Globo mesmo em tempos de pandemia de coronavírus (Covid-19). A reprise de Êta Mundo Bom! no Vale a Pena Ver de Novo se transformou na principal alavanca para o horário nobre da emissora e reforça os números pouco expressivos da edição especial de Novo Mundo –longe de repetir o êxito da exibição original.

Com os ventos a seu favor, o escritor pegou o horário vespertino aquecido pelos sucessos de Por Amor (1997) e Avenida Brasil (2012). O seu folhetim não só manteve os televisores ligados como também alterou os hábitos dos telespectadores. O público tem preferido assistir à história de Candinho (Sergio Guizé) do que os programas subsequentes.

A produção atingiu a marca do melhor início na faixa de representações em 16 anos e ainda fez a combalida novela das seis mostrar sinais de recuperação. A narrativa de Alessandro Marson e Thereza Falcão marcou o seu recorde na última quinta (25) ao exibir o embate entre Leopoldina (Leticia Colin) e Domitila (Agatha Moreira), com 21,9 pontos na Grande São Paulo.

No mesmo dia, Malhação: Viva a Diferença também atingiu o seu ponto alto, com 21,6 pontos. Um dos melhores índices para a trama adolescente, que só perde na última década para a primeira exibição da narrativa de Cao Hamburguer.

Os números coincidem justamente com a estratégia da Globo de ampliar o tempo de Êta Mundo Bom!, no ar em cerca de 80 minutos diários, contabilizando-se os comerciais. Cerca de dois episódios são compilados em um, em um movimento que só é possível pelo tamanho superlativo da atração –são 190 capítulos, na contramão de folhetins cada vez menores.

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Sandra (Flávia Alessandra) leva torta na cara em Êta Mundo Bom!: autorreferência no folhetim


Batalha campal

Curiosamente, Êta Mundo Bom! reúne as principais características que fazem de Walcyr alvo preferido da crítica, ainda que suas novelas sejam adoradas pelo público. A trama tem um texto didático, sem subversões ao gênero e que não leva o telespectador a fazer grandes reflexões.

O humor popularesco e quase rasteiro também está presente na trama e faz os especialistas em televisão torcerem o nariz. Isso vai de encontro ao gosto dos noveleiros pela busca de Mafalda (Camila Queiroz) para conhecer o “cegonho” —palavra que se tornou sinônimo do órgão sexual masculino.

A produção faz diversas autorreferências às novelas anteriores de Carrasco, como os banhos na lama em Alma Gêmea (2005) e as guerras de comida em Chocolate com Pimenta (2003). O escritor faz uma espécie de bricolagem com os melhores momentos da carreira –que, na opinião dos entendidos, nem são tão bons assim.

A rixa entre críticos e o novelista se tornou ainda mais acirrada com a sua chegada ao time de medalhões das nove. Amor à Vida (2012), O Outro Lado do Paraíso (2017) e A Dona do Pedaço (2019), a última convocada para salvar o horário depois de um tropeço abismal de Aguinaldo Silva. Todas são sucessos de audiência, mas renderam uma série de alfinetadas para Walcyr Carrasco.

Fonte: Notícias da TV

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