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Entrevista: Lorena Simpson abre o jogo sobre momento em que pensou em desistir da carreira e inspirações para o lançamento de “Eu Quero Mais”

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No meio desse turbilhão de opiniões sócio-política que o Brasil, e até o mundo, Lorena Simpson não só mudou a sua abordagem em sua carreira, lançando finalmente uma música em português, mas também apostou em trazer uma mensagem forte de cunho social.

E tudo isso acompanhado de um videoclipe totalmente inclusivo em sua mensagem e recheado de referências recentes de acontecimentos chocantes. Esse é “Eu Quero Mais”, primeiro lançamento em português de Lorena Simpson, famosa por sucessos dançantes. Ela agora chega com uma nova sonoridade e uma mensagem importante.

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>> Confira as referências que inspiraram o videoclipe de “Eu Quero Mais”.

Para falar sobre esse lançamento, conversamos com Lorena Simpson sobre esse novo momento em sua carreira, as inspirações por trás de “Eu Quero Mais” e sobre o que os fãs podem esperar dela em um futuro próximo.

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Confira a entrevista:

A gente se conhece há muito tempo e é muito legal ver isso mesmo depois de 10 anos.. Já tem isso tudo mesmo?
Já, já tem! Eu acho que se não tem 10 anos completos, está quase lá! Porque eu lembro de gravar meu primeiro single em 2008, foi “Feel Da Funk”. Em 2009 gravamos “Can’t Stop Loving You”, que foi com o Felipe Guerra. Então se a gente for olhar pra trás, a gente vê que “caramba, já são 10 anos, né?”

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E você veio totalmente repaginada, diferente.. É um capítulo novo “Eu Quero Mais”.
Total, um capítulo novo. Primeiro pela escolha da língua, que eu levei um bom tempo pra encontrar uma musicalidade que me identificasse e letra que fizesse sentido e que continuasse contando uma história. Porque mesmo sendo uma fase nova, eu não quero deixar de ter o foco do trabalho que sempre foi trazer, às vezes, uma mensagem um pouco mais pesada, mas de uma maneira mais leve. As músicas antigas, em inglês, tinham isso. O “Revolution of Love” falava de uma revolução de amor, falava que juntos poderíamos causar uma revolução. “Breathe Again” fala de uma pessoa que consegue se libertar. “Brand New Day” fala de uma luta diária, que um novo dia vai chegar, da gente conseguir persistir nas nossas lutas e continuar tendo força. Então eu senti dificuldade de encontrar esse caminho em português e não parecer campanha humanitária, entendeu? Mas, depois de bater em vários estúdios e várias equipes de produtores e compositores, eu consegui achar os garotos, o pessoal do estúdio Pancadão, o Pablo Bispo, o Sérgio Santos e o Ruxell. Então a gente conseguiu. Então é uma mudança geral, não tão geral assim, mas na língua ena musicalidade.

Mas muita gente, mesmo conhecendo a língua inglesa, demora para se identificar com a música e com o português a mensagem impacta imediatamente, porque é nossa língua nativa. E pra muita gente, é uma nova Lorena.. ou conhecer uma nova Lorena.
Sim, pode-se dizer que é uma nova Lorena, pode-se dizer que é uma nova fase da Lorena. Foram 10 anos trabalhando dentro daquele formato e a partir de agora a gente começa uma nova fase, até nas escolhas do tom do figurino… Meu stylist que tá comigo desde meu primeiro figurino, falou “ai Lorema, vamos usar o branco, você sempre apareceu de preto nos clipes, nos shows, era tudo muito preto, muito brilho, muita pedraria. Agora a gente vai te ver no branco, pelo nude, e tentar trazer mais a personalidade da Lorena que a gente conhece, pra esse novo momento agora”. Então eu tive esses feedbacks muito legais, de amigos, de pessoas que estudei na escola, que são meus amigos há 20 anos, falaram “eu vi muito você, vi a Lorena que sai comigo pra dançar o carimbó na sexta-feira mas que também é a mulher que sobe no palco e canta pra milhões de pessoas. Então consegui ver muita da sua personalidade nesse novo trabalho”. E foi uma das melhores respostas que eu tive, porque foi o que a gente queria trazer: minha personalidade e conseguir passar a mensagem na nossa língua nativa e estar sendo recebida, como a música está sendo recebida, não poderia ser melhor.

Você falou que demorou muito pra encontrar a música certa pra fazer essa primeira gravação em português.. Era também um pedido dos fãs, né?
Também. Quando começou a fortalecer esse pop nacional, eles começaram a pedir muito isso. E eu ia me frustrando porque a cada tentativa, cada projeto que eu tentava iniciar aí víamos a letra e no meio do caminho percebíamos que não era isso. Aí o instrumental, eu gravava, ouvia 10, 15 vezes, aí eu “nossa, não é isso”. Aí foi um longo tempo, conversei com meus fãs no caminho… Chegou um tempo e decidi não fazer mais nada em minha carreira, não vou mais seguir essa carreira artística, vou fazer outra coisa. Mas voltei, consegui encontrar esse no meio do caminho. Mas foi muito sim um pedido dos fãs pra que eu fizesse algo em português.

Você pensou em parar tudo porque não tava conseguindo dar andamento?
Eu pensei em parar tudo porque eu não tava encontrando um caminho, sonoridade, discurso e letra.. Então eu ia nos produtores, a gente fazia, ficava bacana, mas meu coração ainda via que não era aquilo. E foram três anos, se bobear mais de três anos, que eu estou nessa busca. Então comecei a, primeiro ano “a gente vai encontrar”, segundo ano… No terceiro ano, já começa a dar aquele desespero de “nossa, não vou encontra”. Mas eu consegui encontrar, graças a Deus e a esses produtores maravilhosos.

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E esse trio é parada dura, né? Onde você olha, lá estão eles, né?
É. Eles são muito bons e eles estão conseguindo trazer personalidade artística e diferenciada. Você consegue ouvir a IZA e falar “nossa, isso é só a IZA”. Você também consegue ouvir a Aretuza, que é sempre por eles, e pensar “nossa, isso é a Aretuza”. A Pabllo também. Na verdade, minha primeira reunião com eles já foi um encontro lindo porque eles queriam saber quem eu era, “quem é a Lorena, o que você já passou na sua vida, de onde você veio, como é sua família, no que você acredita?”. E eu já estive em contato com outros produtores que não se importavam muito com isso. Então eles querem saber quem é o artista pra eles conseguirem passar a personalidade [do artista], transmitir a personalidade na música também.

E “Eu Quero Mais”, como foi essa experiência no estúdio?
A gente teve esse primeiro contato, essa conversa de “quem é você?”, contei um pouco da minha história, contei um pouco do que se tratava meu trabalho anteriormente, do que se tratavam os temas das músicas. No primeiro dia, o Ruxell já tinha apresentado duas referências musicais e nós optamos por essa referência. E no nosso segundo encontro já começamos a construir a música, o Pablo Bispo já veio com a melodia e nós começamos a construir a letra juntos. Então o foco da música, o tema “Eu Quero Mais” veio depois, porque o foco da música era o “nada muda se você não mudar”. Mas achamos o tema muito longo pra ser um nome de música. E aí, pegamos o “Eu Quero Mais”, que eu acho que tem tudo a ver. Eu quero mais mudanças, eu quero mais é continuar indo atrás das minhas coisas e eu quero mais é que as pessoas também queiram mudanças e agir diferente e a gente causar uma mudança. Porque é uma mudança que gera e reverbera no mundo.

E é coincidência ou não o lançamento nesse momento tão conturbado que a gente está vivendo?
Olha, calhou de ser nesse momento. A gente não pensou… A música, vou ser bem sincera, ela tá pronta desde março. E a gente foi atrás do clipe, fechar o conceito do clipe e o diretor tava com outros trabalhos, precisava terminar os outros trabalhos pra começar o nosso. Então a agenda foi delongando e eu falei “gente, temos que lançar isso muito antes da eleição, porque antes da eleição vai estar todo mundo focado na eleição”. E acabou que o clipe ficou pronto na semana passada e a gente falou que tinha que lançar o quanto antes, porque vai entrar outubro e vai estar todo mundo focado na eleição. Então não foi proposital não, mas acabou que sem querer, querendo a gente optou por lançar uma semana antes da eleição e não lançar depois. Então acabou que calhou de ser nesse momento político, sócio-social, de exaltações, de pessoas defendendo suas ideias, de todo mundo querendo um mundo melhor, um Brasil melhor. Então não fio planejado não pra ser nesse momento, mas acabou que foi.

E o conceito do clipe, eu achei muito lindo. Porque tem várias Lorenas ali que é fácil de identificar, tem a Lorena que tá há 10 anos na balada, na pista. Tem a Lorena suave, a Lorena tranquila, serena. E tem a Lorena que tá chamando pra acordar. Como vocês juntaram todas essas referências no roteiro do videoclipe?
A gente na primeira reunião, nós conversamos bastante de como seria esse “Eu Quero Mais”, de como a gente traria esse “nada muda se você não mudar”. Então como é uma música particularmente pessoal, de algo que eu vivi na pele, o Daniel, como diretor do clipe, ele escolheu vir por um outro viés. Como nós tivemos “In This Moment”, que era uma música de um relacionamento e ao invés de ele trazer para um relacionamento de casal, ele trouxe para um relacionamento com a dança, com a arte. Ele vai sempre por um outro viés. E “Eu Quero Mais”, ele trouxe pra essa interpretação de “nada muda se você não mudar”, de uma coisa social. E a gente acabou conseguindo passar exatamente isso, a Lorena que dança mas a Lorena que também tem seus objetivos de vida. A Lorena que horas tá serena por amar amor e por falar de amor. E foi mais esse viés assim, da gente trazer algo mais social e que tocasse mais no coração das pessoas. A gente queria que as pessoas sentissem coisas ao ver o clipe. E é a maior resposta, tem gente que me manda mensagem dizendo “me identifiquei com o que eu tô passando agora. Tô chorando muito porque eu também me sinto presa e sinto que preciso fazer mudança na minha vida e não tenho de onde tirar essa força”. Acabou que uma vivência minha, que eu tava com medo de trazer essa vivência muito particular, acabou que chegou no coração de um monte de gente.

Aí você vê como a música é plural, quando você tem algo a dizer você tirou de dentro de sua caixinha e abriu o olho de muita gente. É o poder da música.
Exato. E eu tava com muito medo disso. Nossa eu vou trazer algo muito pessoal, algo que eu passei.. E as pessoas também passam por um monte de coisas, então a identificação rolou porque é uma música de verdade.

Você acaba falando o que muita gente não tá podendo falar e acredito que pra você esse é o maior elogio, quando você coloca um trabalho que você passou três ou mais anos pra colocar no ar e você vê a reação da galera.
E não é uma repercussão de tipo, “nossa você tá linda. Nossa que coreografia legal”.

Não é uma repercussão superficial…
Exato. É um pouco mais profundo. Teve gente que chorou, que sentiu vontade de sair gritando na rua. Teve gente que contou, que dividiu histórias de vida comigo. Então era bem isso que a gente queria mesmo.

E agora que saiu tudo, essa busca de três anos… Você está mais aliviada, mais tranquila, mais focada de novo?
Nossa, muito mais! Estou mjais tranquila… Eu tava com muito medo de trazer um clipe assim, que tem uma crítica sócio-política, principalmente nesse momento. Eu tava apavorada de lançar isso agora e vai que um dos lados pode escolher a música como tema. Eu já fiquei desesperada assim, pra não chegar nesse ponto. Mas me deu uma tranquilidade e uma firmeza de que o que eu acredito, do que eu tô construindo com minha equipe, os ideias, as próximas músicas que a gente está indo atrás… De que a gente pode e deve colocar as nossas vivências pra fora em músicas, porque vai chegar nas pessoas com a nossa verdade. A arte, por passar um recado, e não só pelo ego, porque eu quero que as pessoas me achem linda e boa dançarina, mas eu quero que chegue coisas nos corações das pessoas e as pessoas consigam tomar uma atitude tipo, “nossa, essa música me inspirou, vou lá me inscrever naquele curso que sempre quis. Vou lá dizer pra minha mãe que eu a amo”, coisas assim.

Eu perguntei se você tava mais tranquila e mais firme justamente para saber se, agora que botou pra fora, vem mais músicas por aí, em português, também, inglês.. como é que tá? A gente sabe que o filho acabou de sair, mas a gente sempre pergunta o que você tá olhando pra frente…
A gente colocou “Eu Quero Mais” na pista e já estamos em busca, já temos duas músicas quase prontas, tudo em português agora. Eu não descarto o inglês, mas não acho que é pra esse momento. Acho que agora é apresentar o trabalho da Lorena em português. Mas não descarto que daqui um X meses, lançar um batidão, até eletrônico em inglês ou em parceria com alguém, não descarto. Já temos duas quase prontas e outras duas iniciando a ideia. E espero em breve, sem um intervalo tão longo, de lançar um novo trabalho pra galera.

Fonte: Popline

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