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Entrevista: Gloria Groove fala de onde vem e para onde vai

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Difícil ignorar Gloria Groove quando o assunto são as drag queens no Brasil. Ela é tida por muitos como a artista com a melhor voz do nicho. Antes de se reconhecer como drag, cantou na igreja evangélica, foi calouro mirim no programa do Raul Gil e ator de teatro musical. É uma formação para não botar feito. Agora, Gloria Groove quer popularizar mais seu trabalho e se comunicar melhor com o grande público. Ela está em “Joga Bunda”, parceria com Aretuza Lovi e Pabllo Vittar feita para bombar. Além disso, prepara a estreia do clipe de “Bumbum de Ouro” para segunda (5/2) e o lançamento de um segundo álbum para este ano – guiado por sua busca por entender melhor como se identificar com as pessoas.

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Como você essas colaborações entre as drag queens, como “Joga Bunda”?
“Joga Bunda”, como todas as outras parcerias que a gente vê entre nós, as artistas LGBT, representa o inevitável apoio que a gente tem que se dar. Eu sinto como se a gente inevitavelmente virasse uma grande família. A nossa forma de celebrar a nossa vida e as nossas possibilidades é marcar isso entre amigas e poder realizar trabalhos grandiosos juntos. A gente consegue trabalhar com as melhores ferramentas e as melhores pessoas hoje em dia, graças a Deus, e eu fico muito feliz de fazer parte disso. Eu falo para as meninas: “nunca fiz parte de algo que me completasse tanto quanto sentir que faço parte de algo especial junto delas”. É isso que me leva para frente.

A drag music está super em alta e vocês hoje em dia são referências. Quando você começou, quem eram as referências para você?
Quando eu comecei a me montar na noite paulistana, eu buscava muita inspiração e referências nas drags que estavam brotando na balada pop – lá em São Paulo pelo menos. Elas sempre existiram, mas no circuito eletrônico, no circuito das baladas, não era onde o pop estava circulando. Quando começaram a adentrar esse mercado e essas baladas, que era onde eu estava nessa época, foi quando conheci pessoas como o Trio Milano, a Amy Candy, Bianca de la Face, Lola Lewinsky, que eram drags dessa época, desse fervor pós “RuPaul’s Drag Race”, 2014/2015. Foi assim que fui conhecer a história das drags que vieram antes disso ainda, Sylvetty Montilla, Márcia Pantera, Ikaro Kadoshi LaBelle Beuaty, as Irmãs Von Carter, a própria Striperella, que sou muito fã. Tanta gente talentosa e tão plural que veio abrindo esse caminho para que a gente hoje possa fazer esse trabalho tão grandioso. Eu tenho muito respeito e admiração pelas drag queens que até hoje exercem esse trabalho, dentro e fora das boates.

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Você começou a cantar antes de se montar. Foi cantor gospel! Como foi essa transição do gospel para drag?
Caramba! Eu acho que, na minha vida, pude experimentar de muitos recortes trabalhando com música desde criança. Desde os sete anos de idade no palco, cantando, dançando, performando. Passei por tantos recortes diferentes e, em todos eles, a música estava guiando meu caminho. Quando paro para pensar na minha história, sinto que tudo me preparou para eu estar onde estou hoje. É muito louco pensar isso. “Como assim passar pela igreja evangélica te preparou para ser uma drag queen?” Eu acredito que nada acontece por acaso. Tudo acontece ou para te alimentar de referências ou te alimentar de histórias. Eu sou muito grato por tudo que vivi dentro e fora da igreja, no palco desde criança, junto com a minha mãe, que é minha principal referência de mulher, de pessoa, de cantora. Sou muito grato. Acredito que essa transformação se deu puramente porque, por volta dos 14/15 anos, eu já não podia mais ignorar o que eu era. Eu sempre fui averso a coisas que não são autênticas e enxergava que não conseguiria fazer parecer algo por muito tempo. Foi assim que acabei me afastando do ministério e me aproximando do teatro e da dublagem, com o que eu trabalho até hoje paralelamente. Aí vi no ‘drag’ a possibilidade de ver minha estrela brilhar, sabe? Era algo que eu não via antes em mim como menino gay, ali na minha particularidade.

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Você sente falta de fazer teatro?
Sinto muita falta! Isso é uma das coisas que mais me pegam. Estar no ambiente teatral nunca vai deixar de ser uma experiência transformadora para quem esta ali. Posso falar por mim quando digo que mudou muito minha vida e me introduziu à arte da montação e da produção. Foi o momento que decidi realmente elevar meu potencial performático. Não posso deixar de dizer que o teatro musical me jogou logo em seguida para a Gloria Groove.

Qual seu maior sonho na carreira?
Cara, posso dizer que meu maior sonho dentro da minha carreira é que eu nunca sinta que estou pronta, completa. Quero sentir que posso aprender alguma coisa nova em tudo que venha a fazer, para me aprimorar e evoluir. Eu acredito que, por fazer o que eu faço, música como drag queen, com a chance de me reinventar sempre que quiser, seria um desperdício se eu não aprendesse uma coisa nova a cada vez que chego a algum lugar. Meu maior sonho é conseguir aprender muito com as oportunidades que a vida está me dando.

Você sempre capricha no visual de sua videografia. Quanto custa bancar esse padrão de qualidade?
Isso é muito custoso. Eu posso dizer que, depois de “Império”, abri uma era na qual eu pensava “como vou conseguir fazer algo mais grandioso que isso? Mais potente que isso?”. Depois percebi que fazia parte mais de uma desconstrução do que uma construção de coisas cada vez mais grandiosas e surpreendentes. Percebi que talvez o caminho fosse enxugar meu trabalho e perceber como ele pode se tornar mais acessível para as pessoas. O que falta para as pessoas ouvirem? Como eu, como Gloria Groove, posso comunicar algo que seja comum entre nós, algo que vá levar todo mundo para frente? E ainda assim manter um padrão alto de qualidade, refinado, bonito e palatável a todos. Acho que é disso que estou em busca agora: o que o povo brasileiro precisa ouvir? O que falta a gente falar sobre? Mas sem perder esse padrão de qualidade. A gente estabeleceu esse nível. Acho que as drags mudaram muito do que se pensa sobre o conceito da videografia de um artista no Brasil hoje.

Você vai lançar um álbum novo neste ano. O que você pode adiantar?
Posso garantir que meu segundo álbum vem recheado dessa busca do que as pessoas gostam de ouvir – e a minha busca também sobre como posso me identificar com as pessoas que estão a minha volta. Qual é a grande sacada do meu segundo momento? Agora que eu já disse de onde eu venho, qual é o próximo passo? O que preciso fazer agora para que a gente esteja cada vez mais junto? O segundo álbum nasceu dessa busca tremenda por querer entender melhor as pessoas, querer me comunicar e estar cada vez mais perto. É isso que eu tenho vontade e quase uma carência de olhar as pessoas nos olhos e saber o que se passa aí dentro, sabe?

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Fonte: Popline

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