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O que faz de Sons of Anarchy uma série imperdível

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Sons of Anarchy marcou o nome na história da televisão nos seus seis anos de duração nas telinhas, entre 2008 e 2014. No dia 15 de julho, as sete temporadas da série do FX estarão disponibilizadas na Amazon Prime Video, uma oportunidade imperdível tanto para os fãs da saga como quem ainda não assistiu merguhar de cabeça nessa história. 

A produção criada por Kurt Sutter (Mayans M.C.) é simplesmente irretocável, pois até os momentos mais duvidosos da trama conseguem se reverter para novos arcos – ou o fechamento desses – que resultam em situações plausíveis. Nada acontece gratuitamente, além de cada ação ser recheada de diversas emoções. 

Dito isso, vamos elencar alguns dos motivos que fazem de Sons of Anarchy uma série extraordinária, que vale ser revisitada ou vista pela primeira vez, independentemente da época:

Grupo geracional

A premissa básica de Sons of Anarchy é a transição do clube de motoqueiros que dá nome ao título, também conhecido por SAMCRO, de traficantes de armas e criminosos para outras funções que estejam de acordo com a lei. No entanto, esse embate caminha a passos lerdos, especialmente porque a velha geração do grupo, representada pelo líder Clay (Ron Perlman), deseja isso menos do que a nova, encarnada no jovem protagonista Jax (Charlie Hunnam).

O falecido pai de Jax, John Teller, foi um grande amigo de Clay e um dos primeiros membros de SAMCRO, mas relatos da sua experiência na gangue caíram nas mãos do herdeiro. Os vários questionamentos existenciais presentes em suas cartas perduram na cabeça de Jax, principalmente em termos morais. 

Essa estrutura de linhagem familiar dos Sons of Anarchy trazem uma bagagem gigantesca para a trama, algo que Game of Thrones também fez bem. O que está acontecendo no presente é essencial e interessante, mas por ser uma consequência de vários anos das atividades da equipe. Isso carrega uma ótima mitologia, que nem por isso faz a narrativa perder o seu foco, sendo essa a pequena cidade de Charming e as atividades do SAMCRO nela. 

Dinâmica dos personagens

Tanto estas interações de confrontos internos como as dinâmicas gerais dentro do SAMCRO são os pontos máximos da série. É impossível terminar todas as temporadas sem se apaixonar por cada um deles, mesmo que todos, sem exceção, sejam repletos de falhas e ajam com intenções questionáveis diversas vezes. 

O carisma de todos explode, principalmente o de Charlie Hunnam como Jax. Todos os seus arcos são interessantes; há, por exemplo, o modo como a sua linhagem entra em jogo quando ele lida com Clay e sua mãe, Gemma (Katey Sagal), a matriarca do grupo que começa a série casada com o primeiro. 

Cena de Sons of Anarchy

Do outro lado, os membros de SAMCRO também criam conexões únicas. A grande prova disso é a irmandade de Jax com o irlandês Chibs (Tommy Flanagan), relação explorada apenas nas últimas temporadas, mas que se torna uma das mais emocionantes da história. 

Críticas e reflexões

Assim como o clássico indie Sem Destino utilizou os motoqueiros utilizados por Peter Fonda e Dennis Hopper em 1969 para fazer o público refletir sobre a liberdade, Sons of Anarchy transfere o mesmo argumento para os dias atuais. 

Contudo, o grande mérito da série foi procurar relacionar a liberdade com as pessoas queridas que estão à sua volta. Esse dilema permanece com Jax Teller até o fim da trama e em nenhum momento parece ultrapassado ou cansativo. 

Cena de Sons of Anarchy

Kurt Sutter – que é casado na vida real com Sagal e também interpreta Otto na série – consegue estabelecer muitas discussões com maestria justamente por colocá-las em um embate. Enquanto essa ideia mais abstrata e acalentadora da liberdade de Jax é mostrada, há diversas críticas do outro lado em relação às atitudes machistas e preconceituosas dos membros de SAMCRO. Tara (Maggie Siff), o principal interesse amoroso de Jax, funciona na trama como uma ferramenta para fazer o espectador refletir sobre essas questões. 

Emoções diversas

Todas as reflexões “racionais” presentes em Sons of Anarchy são frutos das ações emocionais dos personagens. Há uma infinidade de sensações causadas no público, do choro ao riso, da tensão à calmaria. 

São paradoxos muito bem estabelecidos, que surgem praticamente ao mesmo tempo. A relação de Jax e Tara, por exemplo, chega a parecer um filme de romance em determinados momentos. Em outros, fica mais tensa do que uma perseguição de motos – algo que Gemma também contribui para tal efeito. 

Cena de Sons of Anarchy

Isso torna a série muito versátil, o que se dependesse apenas da temática do clube de motociclistas poderia não chamar a atenção de alguns espectadores. É uma produção que consegue aproveitar ao máximo à sua mídia televisiva para cativar um público diverso.

Ação e empolgação

As motos, tatuagens e jaquetas não poderiam ser um mero pano de fundo para a temática da série, então também contribuem para os seus momentos empolgantes. Não estamos falando de uma trama de ação, mas a dinâmica de gangues rende boas doses de adrenalina durante as sete temporadas. 

Muito disso se deve a quantidade enorme de elementos que são introduzidos na história. Esse é o caso da unidade do clube em Belfast, na Irlanda, que abriga os norte-americanos em determinado ponto da trama. Ou também os arcos nos presídios, que movimentam a narrativa com influências dos filmes em cadeias. 

 

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Fonte: Cineclick

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